Os principais sintomas do infarto incluem dor forte no peito em pressão, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura e dor irradiada para braços, costas ou mandíbula. Esses sinais exigem atendimento imediato pelo SAMU (192), mesmo que pareçam leves.
Saber reconhecer os sintomas do infarto pode salvar vidas, como a sua ou de alguém próximo. O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.
Muitas pessoas confundem seus sinais com problemas menos graves, como dor muscular ou má digestão, o que atrasa o atendimento médico e aumenta o risco de sequelas ou até mesmo de morte.
Por isso, entender os sinais de alerta, saber quando buscar ajuda médica e não minimizar os sintomas pode fazer toda a diferença. Neste artigo, vamos explicar quais são os principais sintomas de infarto, como diferenciá-los de outros quadros e qual a hora certa de procurar um cardiologista.
Quais os sintomas do infarto?
O infarto acontece quando uma ou mais artérias que irrigam o coração ficam obstruídas, impedindo a passagem do sangue e causando a morte de parte do músculo cardíaco. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas existem sinais clássicos que merecem atenção imediata.
1. Dor no peito (angina)
É o sinal mais comum e conhecido. A dor no peito costuma ser descrita como um aperto forte, pressão ou queimação no centro do peito. Ela pode durar mais de 20 minutos, piorar com esforço e não melhorar com repouso. Em muitos casos, irradia para outras partes do corpo, como braços, costas, pescoço e mandíbula.
2. Falta de ar
Mesmo em repouso, o paciente pode sentir dificuldade para respirar, como se estivesse subindo uma ladeira. A falta de ar pode aparecer sozinha ou acompanhada da dor no peito, sendo um alerta importante, principalmente em pessoas com insuficiência cardíaca ou doenças pulmonares.
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3. Suor frio e excessivo
O suor frio é um sintoma frequente de infarto e pode vir de forma súbita, mesmo em ambientes com temperatura amena. Esse sinal é resultado da ativação do sistema nervoso diante da dor intensa e da falta de oxigênio no coração.
4. Náuseas, tontura e vômitos
Esses sintomas são mais comuns em mulheres, idosos e diabéticos. Muitas vezes, o infarto pode ser confundido com uma crise gástrica, principalmente se vier acompanhado de mal-estar, enjoo e tontura. Por isso, qualquer desconforto atípico deve ser levado a sério.
5. Cansaço extremo
Sentir um cansaço fora do habitual, mesmo após esforço leve, pode ser um sinal de que o coração não está funcionando como deveria. Esse sintoma costuma surgir dias antes do infarto e é mais comum em mulheres.
Sintomas do infarto em mulheres
Embora a dor no peito seja o principal sintoma tanto em homens quanto em mulheres, elas costumam apresentar sinais mais discretos ou diferentes. Alguns sintomas do infarto em mulheres que merecem atenção são:
- fadiga intensa e súbita;
- falta de ar leve ou moderada;
- enjoo, náuseas e sensação de indigestão;
- dor nas costas, mandíbula ou pescoço sem causa aparente;
- tontura ou sensação de desmaio iminente.
Muitas vezes, esses sintomas são atribuídos ao estresse ou à ansiedade, o que atrasa o atendimento médico. Por isso, se você é mulher e apresenta fatores de risco como hipertensão ou histórico familiar de doenças cardiovasculares, redobre a sua atenção.
Quem tem mais risco de infarto?
Embora o infarto possa acontecer em qualquer idade, ele é mais comum em pessoas com fatores de risco. Essas comorbidades comprometem a saúde das artérias e favorecem o acúmulo de placas de gordura, que podem obstruir o fluxo de sangue para o coração.
Os principais riscos de infarto são:
- Hipertensão arterial (pressão alta): quando mal controlada, a pressão arterial aumenta o esforço do coração e danifica as paredes dos vasos sanguíneos.
- Colesterol elevado: favorece o acúmulo de gordura nas artérias, levando à formação de placas ateroscleróticas.
- Diabetes mellitus: o excesso de glicose no sangue causa inflamação e danos nos vasos, acelerando a aterosclerose.
- Tabagismo: o cigarro é um dos maiores vilões do coração, pois promove inflamação, aumento da pressão arterial e facilita a formação de coágulos.
- Obesidade: associada a vários outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes e colesterol alto.
- Sedentarismo: a falta de atividade física prejudica a circulação e contribui para o ganho de peso e aumento da pressão.
- Estresse crônico: afeta a pressão arterial e pode desencadear alterações hormonais que sobrecarregam o sistema cardiovascular.
- Histórico familiar de doenças cardíacas: ter parentes de primeiro grau que sofreram um infarto ou AVC antes dos 55 anos, no caso dos homens, ou 65 anos, no caso de mulheres, aumenta o risco genético.
Pessoas com um ou mais desses fatores devem ter acompanhamento médico com um cardiologista, mesmo que ainda não apresentem sintomas. Esse cuidado permite identificar alterações precoces, adotar medidas preventivas e controlar essas condições.
Existe mais de um tipo de infarto?
Sim, existem 5 tipos:
- Infarto por ruptura de placa;
- Desbalanço de oferta e demanda de oxigênio;
- Morte súbita
- Relacionados à procedimentos;
- Relacionados à cirurgias.
Portanto, ter um acompanhamento adequado em todos os momentos pode ser essencial para evitar maiores problemas.
QUANTO TEMPO ANTES DO INFARTO APARECEM OS SINTOMAS?
As características de um infarto podem aparecer até semanas antes do evento, assim como podem aparecer de forma imediata. Nesse caso, caracteriza um infarto agudo, que deve ser tratado imediatamente.
Quando procurar ajuda médica?
Se você ou alguém próximo estiver apresentando sintomas do infarto, a orientação é procurar ajuda médica imediatamente. Não espere melhorar, não tome medicação por conta própria e não tente aguentar até passar.
O tempo é um fator crítico no atendimento de um infarto. Quanto mais cedo o paciente for atendido, maior a chance de evitar sequelas e salvar o músculo cardíaco. Especialistas chamam isso de “tempo é músculo”, e a cada minuto perdido, as células do coração podem morrer.
Chame o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. Enquanto aguarda o socorro, a pessoa deve ficar sentada ou deitada, sem se movimentar desnecessariamente, nem beber água, comer ou tomar medicamentos sem orientação.
Estar atento aos sintomas do infarto e agir com rapidez é essencial nesse momento. Portanto, não ignore sinais como dor no peito, falta de ar, sudorese ou mal-estar inexplicável. Ao menor sinal de suspeita, não hesite em procurar atendimento médico.
Se você convive com hipertensão arterial ou outras doenças do coração, o ideal é contar com um cardiologista experiente. O Dr. Juliano Matos (CRM 136007 | RQE 120543) é especialista no tratamento da hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares em São Paulo, com mais de 10 anos de atuação e formação pelo Instituto do Coração (InCor – USP).
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