O aumento dos casos de infarto em jovens tem chamado atenção. Durante muito tempo, acreditou-se que infarto era um problema apenas de pessoas acima dos 50 anos, mas essa realidade mudou. Hoje, homens e mulheres por volta dos 25, 30 ou 35 anos também podem enfrentar problemas cardíacos sérios, muitas vezes sem perceber os riscos.
Segundo registros do Ministério da Saúde, as internações por infarto em brasileiros com menos de 40 anos cresceram cerca de 150% entre 2000 e 2024, enquanto a faixa de 35 a 39 anos registrou aumento próximo de 80% nos casos.
Esse cenário envolve fatores comportamentais, sociais e até congênitos. Por isso, falar sobre saúde do coração desde cedo precisa ser uma prevenção mais presente.
Quando acontece o infarto?
O infarto agudo do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é interrompido, geralmente por obstrução das artérias coronárias. Sem oxigênio suficiente, o músculo cardíaco sofre danos.
O que causa infarto em jovens?
O infarto em jovens geralmente é causado por uma combinação de fatores de risco com hábitos de vida prejudiciais à saúde. Entre as principais causas estão:
- alimentação rica em gorduras e comidas ultra processadas;
- falta de atividade física;
- tabagismo ou uso de cigarro eletrônico conhecido como vapes;
- consumo excessivo de álcool ou drogas;
- estresse e privação de sono;
- e o uso indiscriminado de hormônios ou anabolizantes.
Além disso, a obesidade vem crescendo rapidamente. De acordo com os dados da SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), 34% dos adultos brasileiros tinham obesidade em 2024, número bem maior do que nos anos anteriores. A obesidade aumenta o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, que também são condições causadoras de infarto.
Também não se pode ignorar as causas congênitas. Jovens com doenças cardíacas desde o nascimento ou com histórico familiar forte precisam de acompanhamento constante para preservar a saúde do coração.
A ansiedade pode causar infarto em pessoas jovens?
A ansiedade, por si só, não costuma ser a causa direta de um infarto. Porém, ela pode contribuir bastante para o aumento do risco cardiovascular.
Situações de estresse contínuo liberam hormônios como cortisol e adrenalina, que elevam a pressão arterial, aceleram os batimentos cardíacos e favorecem processos inflamatórios. Ao longo do tempo, isso pode prejudicar as artérias.
Além disso, as pessoas ansiosas tendem a dormir e se alimentar mal, praticar menos atividade física e usar mais álcool, cigarro, entre outras drogas. Tudo isso impacta a saúde do coração e pode contribuir para o aumento dos casos de infarto em jovens.
Qual a chance de uma pessoa de 25 anos infartar?
A chance de infarto em jovens é considerada baixa, mas ainda é real. Segundo dados do Ministério da Saúde, acontecem aproximadamente 5 casos de infarto para cada 100 mil pessoas entre 25 e 29 anos.
Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que mais de 30% dos jovens que sofrem infarto não apresentam fatores de risco clássicos. Isso significa que até quem aparentemente tem boa saúde deve manter acompanhamento médico preventivo.
Por isso, realizar um check-up cardiológico periodicamente é uma atitude inteligente, principalmente para quem tem algum histórico familiar ou sintomas suspeitos.
Sinais de infarto em jovens
Os sintomas podem variar e nem sempre são tão intensos quanto se imagina. Entre os principais sinais estão:
- dor ou pressão no peito (podendo irradiar para braço, costas ou mandíbula);
- falta de ar;
- náusea, suor frio ou tontura;
- cansaço extremo repentino;
- queimação no estômago ou sensação de ansiedade intensa.
Em mulheres jovens, os sintomas podem ser mais discretos, como dor nas costas, no pescoço, cansaço excessivo e falta de ar.
Ao perceber esses sinais, a recomendação é procurar atendimento médico de imediato. Quanto mais rápido o tratamento começa, maiores são as chances de recuperação sem sequelas.
Veja também: tipos de cardiopatia
Como prevenir infarto em jovens
A prevenção do infarto em jovens envolve hábitos diários e acompanhamento médico regular. Algumas medidas fazem grande diferença, como:
- Alimentação saudável: prefira alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e gorduras boas. Reduza as comidas ultra processadas, frituras e excesso de açúcar;
- Atividade física e caminhadas: não precisa ser atleta, manter caminhadas, musculação, esportes ou dança já ajudam a proteger o coração;
- Controle do estresse e do sono: dormir bem e cuidar da saúde mental impactam na saúde cardiovascular;
- Evitar cigarro, vapes eletrônicos e excesso de álcool;
- Fazer check-up cardiológico: é fundamental especialmente para quem tem histórico familiar ou doenças congênitas. Muitas alterações cardíacas são silenciosas e só aparecem em exames. Esse acompanhamento ajuda a avaliar pressão, colesterol, glicemia, ritmo cardíaco e possíveis alterações.
Cuidar da saúde cardíaca não deve começar apenas depois dos 40. O aumento dos casos de infarto em jovens mostra que a prevenção precisa fazer parte da rotina desde cedo. Se você tem histórico familiar, está percebendo sintomas ou quer manter a sua qualidade de vida, agende sua primeira consulta com o médico cardiologista.
O especialista Dr. Juliano Matos (CRM 136007 | RQE 120543) realiza avaliações completas com exames avançados e foco na prevenção de doenças. O check-up cardiológico é ideal para identificar riscos precocemente e evitar complicações graves.
Para reduzir as chances de um infarto, o acompanhamento médico e cuidado são sempre os melhores caminhos.
